Pela essência do tema, pelas carências que nele vejo marearem e pela triste abordagem que fazem relativamente a sexo em grupo, sem sequer conhecerem a distinção entre os conceitos swing e orgia, destinei rabiscar uma discussão sobre swing. Sem conselhos tipo consultório para insipientes, sem exposições luxuriosos imerecidas de perfeição mas apenas uma meditação séria e sensata.
Quantos homens ou mulheres, enquanto membros de um casal, não congeminaram actos sexuais com parceiros divergentes. Enganem-se os homens que pensam que só a eles lhes pertence este devaneio. As mulheres aclamam, de igual forma, estas concepções. Aventuraria a exprimir que nenhum ou nenhuma jamais tenha encarado isto!
Alguma realidade legitimará a insídia que um dos membros do casal pratica quando atraiçoa a pessoa a quem designamos uma vida e a quem anunciamos amar para toda a vida?
Só subsistem duas determinações: ou residimos mal na pluralidade das conjunturas e partimos para outra ou ainda que tudo se detenha bem e não persistam muitas dificuldades, o sensualismo admite alguns percalços e, penso eu, não sendo impulsor de separação é-o de revitalização. Sim, porque apesar de se expressar em publico que tudo está bem, no seu intimo qualquer relação de alguns anos se torna insípida e sem criatividade. Quanto mais não seja pela curiosidade de apreciar outro parceiro. Mesmo estando tudo bem, cobiçamos algo sexualmente mais encantador. Não que não tenhamos o encanto ao nosso lado mas a curiosidade é o superior fascino.
Para mentes regressivas estimava que me aclarassem o que será pior: trair a pessoa que está connosco, falseando, correndo riscos de assolar uma vida, apossar-se de uma cobardia quando nega e omiti actos que perturbam o companheiro ou confidenciar assumidamente que ambos sentem necessidade de atentarem outros parceiros.
Adverso à traição e cobardia está a cumplicidade em debater assuntos como o sexo e divulgar claramente as indispensabilidades de cada um. Comunicar é sincero, camuflar é traiçoeiro. Para quem sente repugnância ou temor em exteriorizar esses desígnios mas os sente, uma vez na vida que tenha a audácia e virtude de dizer o que sente.
Para quem nunca sentiu o prazer sexual de uma busca em conjunto, que aventure e só depois comente. A todos que não alcançam divulgar esses desejos que desfraldem a mente e arrisquem. Estou certa que a outra parte saberá ouvir e explanar o tema.
O swing não é um acto sexual em si mesmo. É sim uma pesquisa imutável. É na procura que se ensaia o prazer. É no preparo dos encontros que o envolvimento sexual entre um casal se consegue inovar. Seleccionar a roupa, cuidar a imagem, prever a inquietação do momento, quem não aprova? A ansiedade é tal que, antecipadamente ao defronto, o prazer sexual entre um casal se amplifica de tal forma que a monotonia fenece, os anos na mesma companhia deixam de ser valorizados e as quimeras despontam por natureza. Quem foi o ou a swinger que, depois de ir a um clube ou a um encontro, resistiu até chegar a casa sem fazer amor com o ou a parceira, a sós?
Uma filosofia de vida, uma maneira de desfrutar prazeres explícitos e amar a pessoa que preferimos. Faz-se amor com o companheiro, a sós. Tem-se prazer libidinoso, EM CONJUNTO. A discrepância entre o nosso companheiro ou companheira e os outros é que amamos o nosso ou nossa companheira e tudo fazemos para nos e o satisfazer e os outros são apenas instrumentos para a nossa felicidade. Nunca esqueço que também participamos na felicidade dos outros, como instrumentos, sem qualquer desígnio ou contrapartida
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